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15 July 2025

jean-claude bernardet (1936-2025)

 

Morreu Jean-Claude Bernardet.

Belga nacionalizado brasileiro, escreveu crítica de cinema para o Suplemento Literário de O Estado de S. Paulo. Em 1965, participou (com Paulo Emilio Salles Gomes, Lucila Ribeiro Bernardet e Nelson Pereira dos Santos) da criação do primeiro curso de cinema em uma universidade pública no Brasil. Marco tão importante quanto fugaz, já que o curso da Universidade de Brasília (UnB) foi fechado nesse mesmo ano por ordem do governo militar chefiado pelo general Castelo Branco. Três anos mais tarde, Bernardet começou a lecionar na Universidade de São Paulo (USP), onde permaneceu até se aposentar como professor emérito e ajudar a formar gerações de estudantes, realizadores, críticos, pensadores...

Sua produção textual é profícua e dispersa. Mateus Araújo fala em "uma massa numerosíssima de textos, que inclui uma vintena de livros, em solo ou em colaboração, e mais de 700 artigos". Brasil em tempo de cinema, escrito no calor dos acontecimentos (a primeira edição, pela Paz e Terra, é de 1967), causou polêmica ao assumir a crítica ao Cinema Novo. Seriam, na visão de Jean-Claude, cineastas de classe média tentando se apropriar de discursos calcados nas ideias de "povo" e de "popular". Em Cineastas e imagens do povo (Paz e Terra, 1985; Companhias das Letras, 2003), Bernardet volta às relações entre certo período histórico e a noção de "popular", desta vez com foco em documentários produzidos nas décadas de 1960 e 1970. Sobre o tema, lançaria também (com Maria Rita Galvão) O nacional e o popular na cultura brasileira: cinema – repercussões em caixa de eco ideológica.

O ensaio Cinema brasileiro: propostas para uma história (Paz e Terra, 1979; Companhia das Letras, 2009) — lançado em livro após ser rejeitado para uma antologia publicada na França sobre o cinema da América Latina — junto de Historiografia clássica do cinema brasileiro: metodologia e pedagogia (Annablume, 1995) repensam os métodos para se pensar a história do cinema em nosso país. Em resumo, impõe-se a necessidade de uma perspectiva própria, distinta das utilizadas na Europa ou nos EUA, o que acaba significando deslocar o longa-metragem de ficção de sua posição central para que sejam contempladas outras formas fílmicas — o institucional, o filme de família, o documentário sob encomenda, as diversas formas dos chamados filmes "de cavação". Uma senda depois seguida por muitas e muitos que se dedicaram a pesquisar o cinema nacional.

Como ficcionista, publicou Aquele rapaz (1990) e, em coautoria com Teixeira Coelho, Os histéricos (1993) e Céus derretidos (1996). Sua obra ensaística e autobiográfica inclui ainda A doença, uma experiência (1996), O corpo crítico (2021) e Wet mácula (com Sabina Anzuategui, 2023). De uma ou outra maneira, essas conjunto de obras lida com sua homossexualidade, o diagnóstico de HIV no início dos anos 1980, a perspectiva da morte e a degeneração física. No caso de O corpo crítico, ao decidir abandonar o tratamento de um câncer de próstata, Bernardet faz a crítica à desumanização do sistema médico-hospitalar e, em um gesto profundamente político, narra os motivos que o fizeram fazer valer sua vontade em relação a seu próprio corpo — e sua finitude. Deixa ainda um livro inédito, Viver o medo: uma novela pornô-gourmet, a ser publicado pela Companhia das Letras.

Foram mais de quatro décadas como portador do HIV mas, como gostava de repetir, Bernardet seguiu vivo. Após preparar-se para a morte (e não morrer), buscou novas maneiras de seguir existindo. Roteirista, com Luis Sergio Person, de O caso dos irmãos Naves (1967), também escreveu três filmes de Tata Amaral: Um céu de estrelas (1996, com Roberto Moreira), Através da janela (2000, com Fernando Bonassi) e Hoje (2011, com Rubens Rewald e Felipe Scholl). Dirigiu filmes sozinho (São Paulo: sinfonia e cacofonia, média, 1996) ou com os parceiros João Batista de Andrade (de quem também foi assistente em Gamal, o delírio do sexo, 1969), Rubens Rewald (#eagoraoque, 2020) ou Fábio Rogério (Cama vazia, curta, 2023, e A última valsa, curta, 2024, este exibido na 28ª Mostra de Cinema de Tiradentes). De maneira mais destacada, durante as últimas décadas, Bernardet fez-se ator ao lado de realizadores como Kiko Goifman (FilmeFobia, 2009), Cristiano Burlan (Hamlet, 2014; Fome, 2015; Antes do fim, 2017, entre outros), Claudia Priscilla e Pedro Marques (A destruição de Bernardet, 2016) e Fábio Rogério.

Em qualquer uma de suas personas (professor, ator, cineasta, escritor ou intelectual), foi de rara inteligência. Um espírito exigente e constantemente insatisfeito. Inquieto. Sempre em movimento. Belga que se tornou brasileiro, crítico que se tornou professor, intelectual que se tornou ator, de uma sexualidade em permanente estado de descoberta. Em constante autocrítica, sempre se questionando (e a todas e todos ao seu redor), sempre "destruindo" suas certezas e sua autoimagem (como no filme de Claudia Priscilla e Pedro Marques) apenas para depois se reconstruir de novas maneiras.

Bernardet detestaria o epíteto "intelectual inquieto", não pela inquietude, mas por lhe desagradar que, a partir da palavra "intelectual", se pudesse imaginar alguém isolado da vida real, fechado na torre de marfim. Algo em tudo distinto de Jean-Claude, que amava as ruas, a deambulação e o acaso. Para ele, as ideias levavam à ação e, assim, poderiam ser confrontadas por corpos reais, o seu próprio e aqueles do mundo. Um pensamento vivo e atento ao momento presente. Ação e pensamento que se realizam no agora e que seguem sem parar, em perpétua reinvenção.

Em uma noite fria de sexta-feira, em seu apartamento no Copan — apesar da visão bastante comprometida — seguia escrevendo. Súbito, percebeu seu fluxo de ideias bruscamente interrompido: um acidente vascular cerebral. Ainda consciente, insistiu em não ser levado ao hospital. Contra sua vontade, foi socorrido e levado ao Samaritano, em Santa Cecília, onde faleceu horas mais tarde, às 4h30 da manhã do sábado, 12 de julho, poucas semanas antes de completar 89 anos.

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29 March 2020

. krzysztof penderecki (1933-2020)


Morreu Penderecki.

Sua música, inseparavelmente entranhada na memória de filmes como O exorcista (Friedkin); O iluminado (Kubrick); Coração selvagem, Império dos sonhos e da série Twin Peaks (Lynch); Ilha do medo (Scorsese), entre outros.

Sua talvez mais impressionante realização, a Trenódia para as vítimas de Hiroshima, composta em 1960, lembra as 140 mil pessoas (mais de um terço da população da cidade) que morreram apenas em 1945 pela explosão ou consequências da bomba atômica lançada pelo governo dos EUA sobre a cidade japonesa de Hiroshima (sem contar os posteriores casos de câncer e outros problemas de saúde, que se estenderam por décadas, tampouco as mortes provocadas pela segunda bomba, jogada sobre Nagazaki).

Esta pungente peça — assim como o livro de John Hersey (Hiroshima. trad.: Hildegard Feist. São Paulo: Companhia das Letras, 2002); ou o filme Black Rain (黒い雨, Shohei Imamura, 1989); ou a peça de teatro Os sete afluentes do rio Ota, de Robert Lepage (1989), montada no Brasil com direção de Monique Gardenberg — está entre as maiores criações humanas realizadas à sombra desse muito trágico acontecimento, esse crime contra a humanidade.

Além de compositor, era um muito ativo regente, com algumas passagens pelo Brasil, a mais recente à frente da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, a Osesp, em setembro de 2017. Abaixo, o segundo movimento da Sinfonia nº 3, de Górecki, com a Orquestra da Rádio Nacional Polonesa conduzida por Penderecki e participação da cantora Beth Gibbons — talvez mais conhecida por seu trabalho com a banda inglesa Portishead. (Pode-se ouvir a peça completa também no Spotify.)

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Aqui, na página da Osesp, um ensaio do musicólogo Mieczyslaw Tomaszewski sobre o compositor polonês. E abaixo, uma performance da Trenódia (uma das músicas mais impressionantemente dolorosas de todo o repertório sinfônico), com a Orquestra Sinfônica da Rádio Finlandesa, sob a regência de Krzysztof Urbański.

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02 February 2014

eduardo coutinho (1933-2014)


Uma semana muito, muito triste, na qual perdi um amigo e um mestre.

Na madrugada do dia 30 de janeiro, meu querido amigo, o poeta Donizete Galvão, morreu de infarto aos 58 anos. Poucos dias depois, em 2 de fevereiro, o cineasta Eduardo Coutinho morreu em consequência de facadas desferidas, segundo a versão divulgada até o momento, por seu próprio filho.

Donizete, acima de tudo, adorava os encontros, e Coutinho fica para a posteridade como "o cineasta do encontro" - epíteto que, apesar de apenas arranhar a complexidade de seus filmes, aparece repetidamente nos obituários e nas homenagens.

Conheci Coutinho em um curso no Espaço Unibanco (atual Itaú) de Cinema, pelos idos de 2003. Por uma semana, ele conversou sobre sua trajetória, seus filmes, suas escolhas, o cinema, a vida. Fumava sem parar. Era rápido nas respostas, muito inteligente, algo peremptório, extremamente generoso. Quem vê seus filmes percebe, antes de tudo, que se tratava de alguém que sabia ouvir. Prestava atenção às pequenas inflexões de fala, enquanto o brilho de seus olhos e o movimento sutil das sobrancelhas demonstravam a velocidade de seu pensamento. Perscrutava tudo com o olhar atento. Nessa ocasião, foi exibida uma montagem preliminar de Peões, ainda com o depoimento (depois cortado da versão final) de uma mulher afirmando que Lula bebia muito nos tempos de sindicalista...

Quase uma década mais tarde, em um fim de tarde de sábado, após a exibição de Um dia na vida no Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro, um grupo de amigos foi ao Baixo Gávea, Coutinho entre nós. Sentei ao seu lado. Ele se dividia, tentando dar atenção a todos. Tomou uma cachaça, cerveja, comeu um bolinho de bacalhau e fumou muito... Um ano mais tarde, nova exibição de Um dia na vida, agora no Cinusp, com Ismail Xavier e Coutinho conversando com a plateia.

Foram nessas e em algumas outras breves ocasiões que estive mais próximo de Eduardo Coutinho. Se compartilho essas memórias, não é para inventar uma falsa intimidade - que jamais houve. É apenas para celebrar alguns poucos e fugidios "encontros" com esse grande, imenso cineasta, que nos deixa de maneira tão trágica.

Guardo ainda algumas palavras ao filho do cineasta e à maneira com que a imprensa, até agora, está lidando com o caso. A palavra "assassinato" aparece aqui e ali. Sem querer diminuir o tamanho da tragédia, é necessário muito tato em relação a Daniel Coutinho. Se ele possui graves problemas psicológicos, como parece ser o caso, talvez o crime não lhe possa ser imputado. Sugeriria que o verbo "assassinar" seja trocado por "esfaquear" - igualmente cruel, igualmente duro, igualmente letal, mas que talvez ilustre melhor o gesto irrefletido, o gesto limítrofe de um filho que se voltou contra os próprios pais. Repito que não se trata de eximir a culpa, mas de adiar ao seu devido tempo o julgamento. Mas a imprensa precisa correr na velocidade das rotativas, e a justiça é morosa. É bom também lembrar que Daniel Coutinho, ao que tudo indica, precisará, a partir de agora, de grande assistência.

Saudade, Donizete Galvão! Saudade, Eduardo Coutinho! Ficam os poemas de um e o cinema do outro.

Uso
(Donizete Galvão)
O uso dá caráter às coisas
como se o tempo maturasse
em suas moléculas
uma severa arquitetura

A virtude do menos
enobrece a casa
com a sua recusa
de adornos sem serventia.

O que o homem gasta
em suas mãos
adquire a aura
de suas dores.

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02 June 2010

william lubtchansky (1937-2010)

O retrovisor recupera o tempo de inatividade e, com grande atraso, lembra o falecimento de William Lubtchansky, no último 4 de maio, aos 72 anos.


Ele foi diretor de fotografia em mais de uma centena de filmes, tendo trabalho com Jacques Rivette em 14 ocasiões, com François Truffaut em A mulher do lado, com Claude Lanzmann em Shoah, com Jean-Luc Godard em Numéro deux e Nouvelle vague, com Philippe Garrel em seus dois mais recentes filmes: Amantes constantes e A fronteira da alvorada.

Ele também pode ser visto dando um depoimento sobre L'enfer, o filme inacabado de Henri-Georges Clouzot, no documentário de Serge Bromberg e Ruxandra Medrea, atualmente em cartaz em São Paulo.

Lubtchansky tinha uma sensibilidade fotográfica que fazia de cada uma de suas imagens uma peça escultural, com certo "peso" (como se cada fotograma exigisse ser admirado por mais tempo que o 1/24 de segundo da projeção cinematográfica) e ao mesmo tempo uma promessa de leveza (como se o mundo, sob seu olhar, de um momento para outro se transmutasse em simplicidade e beleza).

A qualidade de imagem do YouTube não faz jus às belíssimas texturas de Lubtchansky. Assim, as sequências abaixo servem apenas para reforçar a necessidade de se rever seus trabalhos. De preferência na tela grande, seu lugar privilegiado.

Amantes constantes, de Philippe Garrel (2005)

Gente da Sicilia, de Jean-Marie Straub e Danièle Huillet (1999)

Aqui, texto de Richard Brody (autor de Everything is cinema, recente biografia de Jean-Luc Godard) sobre Lubtchansky.

Aqui, página do Mubi dedicada a Lubtchansky.

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13 January 2010

éric rohmer (1920-2010)

Éric Rohmer morto.


Os obituários repetem: um cineasta da palavra. Ressaltam seu gosto pelos diálogos longos, seu talento para revelar (e esconder) os personagens através (atrás) das palavras.

Na verdade, Rohmer era o cineasta do descompasso: entre o que se vê e o que se ouve. Entre o que se acredita ser e o que se é. Entre o que se espera que aconteça e o que realmente acontece. Entre um personagem e sua época. Entre um homem e uma mulher.

Seus filmes são uma espécie de educação sentimental nos quais o amor é sempre desencontro, engano. A impossibilidade de amar nunca é maior que a impossibilidade de se conhecer a si mesmo.

Em meio a tudo isso, como sobreviver? Não nos restam "verdades", apenas algumas crenças (e muitas dúvidas). Resta o raio verde, que está lá, mas ninguém vê (ou que todos veem, mesmo sem estar lá). Resta o espaço que separa o toque do joelho de Claire. Resta a duração de uma noite na casa de Maud. Olhar, espaço e tempo que, mesmo não sendo verdadeiros, são tudo o que temos: um raio, um toque e uma noite que existem plenos de enganos e descompassos, nunca representando a mesma coisa para dois personagens. Fragmentos de vida, momentos, instantes que se acumulam sem necessariamente fazerem sentido.

O engano. Sons e imagens, pálidos reflexos do que somos: o cinema.

Rohmer foi o cineasta que, com a força de sua obra, mostrou a fragilidade da própria arte cinematográfica. Seus filmes compreenderam que a realidade não está fora, mas dentro de nossas mentes. O problema que se coloca então: como capturar essa realidade? Nesse sentido, quem chama Rohmer de "cineasta mental", talvez sem querer o esteja chamando de "realista".

Seu estilo ao mesmo tempo sofisticado e sem nenhuma afetação, o cuidado com que a câmera se aproxima seus personagens, a engenhosidade discreta de seus roteiros, a interpretação sem maneirismos de seus atores, a inventividade visual (vide o deslumbrante A inglesa e o duque): tudo isso o coloca entre os grandes do cinema.

Sua perda é ainda mais sentida porque era, ao lado de outros "veteranos" (Clint Eastwood, Manoel de Oliveira, Alain Resnais), um dos cineastas mais interessantes de nosso tempo.

A lacuna que resta é imensa.

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17 September 2009

bernardo vorobow

Fiquei sabendo da partida de Bernardo Vorobow pelos blogs de Inácio Araújo e de Carlos Reichenbach. (Não sei se os jornais diários publicaram a notícia.)


Em homenagem a Bernardo, o site Trópico colocou no ar três textos com pontos de vista muito pessoais sobre ele, de autoria de diferentes cineastas: Walter Salles, Carlos Reichenbach e Carlos Adriano (também autor da foto que ilustra este texto).

Abaixo, os atalhos:

O viajante, por Walter Salles.

Nas curvas da estrada, com Bernardo, por Carlos Reichenbach.

Um cinéfilo amoroso e criador, por Carlos Adriano.

Vorobow foi produtor, programador, montador, amante do cinema, amigo carinhoso, pessoa generosa ao extremo com todos que dele se aproximavam. Foi onipresente na Cinemateca Brasileira entre as décadas de 1970 e 2000. Sua morte, em 30 de julho, aos 63 anos, deixa uma lacuna no cinema brasileiro e no cenário paulistano em particular.

Anoto aqui uma memória pessoal, publicada também (de maneira mais apressada) no blog Olhos Livres:
Nunca me esqueço de quando, há muitos anos, nos primeiros tempos da Sala Cinemateca na Vila Clementino, Bernardo me oferecia sua conversa amiga e ao mesmo tempo enchia meu copo. Só depois soube que aquela pessoa simpática e extremamente inteligente era o "Bernardo".
Para ele, cinema era lugar para as pessoas se reunirem. A "sua" Cinemateca era, antes de tudo, um lugar para encontrar os "amigos", pessoas que ali se sentiam em suas próprias casas, pessoas que invariavelmente acabavam se tornando amigos também do Bernardo.
Mais tarde, em minha dissertação sobre Julio Bressane, o livro organizado por ele e Carlos Adriano ("Cinepoética") foi imprescindível. Estou muito triste. Ofereço meus pêsames aos amigos e familiares do Bernardo. E ofereço a ele uma homenagem.
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